Terça-feira, 30 de Março de 2021

Mário de Sá-Carneiro

«Fim

Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza…
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.»

Poema de Mário de Sá-Carneiro

Música de João Gil e interpretação dos Trovante.

Julio pomar.jpg

Julio Pomar . Fernando Pessoa encontra D. Sebastião: num "caixão sobre um burro ajaezado à andaluza"

 

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publicado por Fernando Delgado às 01:07
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