Segunda-feira, 22 de Julho de 2013

«a.c. e d.c.»

Porque há uma forma para além do conteúdo ininteligível...

 

«Os discursos de Cavaco Silva à nação começam a ter uma certa lógica. Dividem-se em duas partes: antes do copo d'água (a.c.) e depois do copo d'água (d.c.). Antes do copo d'água Cavaco explica-nos como é que tudo aquilo que ele queria deu errado: os partidos não quiseram um compromisso de salvação nacional que "75% dos países de dimensão média da União Europeia" têm... e etc., por mais incompreensível e intelectualmente desonesto que seja. Depois Cavaco pára. Apossa-se do copo d'água. Bebe com sofreguidão. Ouvem-se dezenas de cliques dos fotógrafos acampados em frente ao Presidente. Cavaco pousa o copo d'água. Diz: "Portugueses". E finalmente explica-nos que vai fazer aquilo que não queria fazer há quinze dias.»

 

Rui Tavares, no Público.

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Publicado por Fernando Delgado às 23:07
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