Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014

Paco de Lucia

 

Não sou bom em música nem gosto de evocações, mas a notícia chegou sem aviso: o Paco morreu! Partiu, e agora imagino uma guitarra ali a um canto, muito quieta, não sei se mais triste, mas muito só.

Fico-me em silêncio, na solenidade da tua interpretação do concerto de Aranjuez, escutando os sons da guitarra com a mesma inquietação com que olho alguém que me acena do meio da multidão.

 

 

 


publicado por Fernando Delgado às 00:02
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Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2013

Dylon

É bom ouvir esta canção de vez em quando... Não, é preciso ouvi-la muitas vezes, porque há que encontrar respostas simples!

How many roads must a man walk down
Before you call him a man ?
How many seas must a white dove sail
Before she sleeps in the sand ?
Yes, how many times must the cannon balls fly
Before they're forever banned ?


The answer my friend is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind.

Yes, how many years can a mountain exist
Before it's washed to the sea ?
Yes, how many years can some people exist
Before they're allowed to be free ?
Yes, how many times can a man turn his head
Pretending he just doesn't see ?


The answer my friend is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind.

Yes, how many times must a man look up
Before he can see the sky ?
Yes, how many ears must one man have
Before he can hear people cry ?
Yes, how many deaths will it take till he knows
That too many people have died ?


The answer my friend is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind. 

- Bob Dylon. Blowin in the wind -

 


publicado por Fernando Delgado às 01:39
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Sexta-feira, 15 de Junho de 2012

10 junho

Lado A

Sei que o "dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas" já passou..., mas tanto me chamaram a atenção para o discurso de Sampaio da Nóvoa que fui procurá-lo e fiquei siderado. É de facto um exemplo de que, mesmo em cerimónias de circunstância, a qualidade acaba sempre por sobressair. Aqui fica um link para 15 minutos de conhecimento, de puro exercíco da palavra, de exemplar mestria de dosagem do seu conteúdo.

O discurso começa assim: "As palavras infelizmente não mudam a realidade, mas ajudam-nos a pensar, a conversar, a tomar consciência. E a consciência, essa sim, pode ajudar a mudar a realidade". A não perder!

 

 

Lado B

Confesso que há muito tempo que me apetece colocar aqui, nos "10 de Junho", um link para uma canção pouco conhecida de Rui Veloso. Tenho resistido, quer ao link, quer a qualquer outro comentário. Mas porque acho, como o Rui Veloso, que nunca vi pátria assim/pequena e com tantos peitos, aqui fica a valsinha das medalhas.

 


publicado por Fernando Delgado às 00:04
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Segunda-feira, 15 de Agosto de 2011

The Times They Are A Changing

 

 

(graffiti num muro, já não sei bem onde... Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; f/11; 1/250s; ISO 400; 24 mmm) 

«Come gather 'round people

Wherever you roam

And admit that the waters

Around you have grown

And accept it that soon

You'll be drenched to the bone.

If your time to you

Is worth savin'

Then you better start swimmin'

Or you'll sink like a stone

For the times they are a-changin'.

 

Come writers and critics

Who prophesize with your pen

And keep your eyes wide

The chance won't come again

And don't speak too soon

For the wheel's still in spin

And there's no tellin' who

That it's namin'.

For the loser now

Will be later to win

For the times they are a-changin'.

 

Come senators, congressmen

Please heed the call

Don't stand in the doorway

Don't block up the hall

For he that gets hurt

Will be he who has stalled

There's a battle outside

And it is ragin'.

It'll soon shake your windows

And rattle your walls

For the times they are a-changin'.

 

Come mothers and fathers

Throughout the land

And don't criticize

What you can't understand

Your sons and your daughters

Are beyond your command

Your old road is

Rapidly agin(g)'.

Please get out of the new one

If you can't lend your hand

For the times they are a-changin'.

 

The line it is drawn

The curse it is cast

The slow one now

Will later be fast

As the present now

Will later be past

The order is

Rapidly fadin'.

And the first one now

Will later be last

For the times they are a-changin’.»

 

The Times They Are A Changing. Bob Dylan.


publicado por Fernando Delgado às 00:56
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Sexta-feira, 5 de Agosto de 2011

Garota de ipanema

(Das centenas de versões da Garota de Ipanema, esta é das que mais gosto, numa interpretação de Diana Kraal.

Mas não me tinha apercebido de como é lindo o poema integral da canção Garota de Ipanema. Parece que Vinicius e Jobim não gostaram dos versos iniciais, ou os seus instintos musicais levaram a este corte. Com toda a razão, como veio a demonstrar-se…Mas gosto do poema completo, com os versos iniciais, embora com várias versões, uma das quais reproduzo abaixo – ajudam a imaginar Jobim e Viniciusos na esplanada do bar de ipanema, onde bebiam uns copos, e de onde assistiam ao passar da garota, que até tinha nome, mas ficou de ipanema… Não é fácil encontrar a canção “completa” - este é um dos poucos vídeos.)

Vinha cansado de tudo

De tantos caminhos

Tão sem poesia

Tão sem passarinhos

Cansado da vida

Cansado do amor

Quando na tarde vazia

Perdida no espaço

Eu vi a menina

Que vinha num passo

Num doce balanço

A caminho do mar

Olha que coisa mais linda

(...) 

 


publicado por Fernando Delgado às 02:21
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Sábado, 17 de Julho de 2010

Magia

Apesar de velhinho, este é o vídeo de coincidências felizes, de pequenas coisas que muito raramente acontecem: um mágico, Shawn Farquhar, um baralho de cartas e Shape of My Heart, de Sting. São 5 minutos para ouver, como diz o José Duarte, em silêncio, com o respeito devido a momentos mágicos...

 


publicado por Fernando Delgado às 23:42
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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

AMI

 

Detesto encontros de angariação fundos para qualquer grupo, para qualquer causa, para qualquer um dos infernos deste mundo. Na maior parte dos casos não passam de convívios de gente vaidosa, com interesses inconfessáveis, que se empanturra à custa de qualquer grupo de famintos. Depois do evento, lá regressam aos seus pequenos mundos (verdadeiramente nunca de lá saíram), aos seus afazeres e aos seus interesses quase sempre opostos àqueles que pretenderam ajudar. Não quero exagerar, mas não me comovem por aí além as manifestações de solidariedade com os desgraçados da sociedade... Apesar de tudo, prefiro a bofetada a oferecer a outra face…
Mas reconheço que neste mundo há gente diferente... O que mais me impressiona no Dr. Fernando Nobre (que estava a ouvir na televisão, a propósito do lançamento do livro Imagens Contra a Indiferença…), é a disponibilidade para os outros, quaisquer que eles sejam. Não sei se isto traduz a bondade de alguém, nem sei se da sua acção resulta a solução de qualquer conflito. Também não me parece que isso seja sequer importante: se entendo este homem espantoso, ele não quer resolver nenhum conflito, não quer ser a solução para nada. Quer limitar-se a ajudar pessoas, anónimas, de qualquer cor, em qualquer sítio do mundo, porque há muito que entendeu que apenas o ser humano enquanto indivíduo pode depender dele, o resto baloiça perigosamente entre uma miríade de interesses inconfessáveis.
É esta descoberta das suas limitações e a rigorosa actuação em conformidade com as mesmas, que me impressiona. Não há nenhuma utopia que supere este realismo. Não há nada de mais genuíno do que resistir há tentação do pedestal. Também por isso, a AMI é hoje, provavelmente, uma das poucas instituições de que Portugal se pode orgulhar. Não sei se Portugal faz muito por ela. Mas talvez seja melhor ser assim!...
 
(... e porque os velhos da minha geração quando falam destas coisas ainda sentem o leve perfume da utopia, porque não ouvir a velha canção de Geraldo Vandré Para não Dizer que não Falei de Flores, na voz de Simone, no YouTube...)

 

«Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição
De morrer pela pátria
E viver sem razão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontece»

- Geraldo Vandré -

 


publicado por Fernando Delgado às 22:40
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2007

Existindo

Vou por aí
muito lentamente
com um sorriso
para que não percebam
que não me apetece sorrir.
Como é difícil ser-se testemunha de si próprio!
 

 


publicado por Fernando Delgado às 02:49
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