Domingo, 6 de Junho de 2010

Hoje

Poderia escrever sobre a crise, mas que sei eu da crise, que sei eu do sistema financeiro? Nada, zero! Mas as pessoas… De repente ficaram tristes; riem, mas não sorriem; andam de um lado para o outro, parece que andam; às vezes choram. Se ao menos houvesse alguém por perto a quem dar uma bofetada. Mas não, é o sistema, qualquer coisa sem cabeça (e sem corpo onde assentar um valente pontapé).

  

 (Lembram-se do Chaplin, em O Grande Ditador, a "brincar" com o mundo? Se Chaplin fosse vivo, que personagem encarnaria? Qual o rosto para o sistema financeiro? Um polvo? Os polvos têm rosto?)

    

Ah, os políticos! Não, não cairei na velha e estafada lenga-lenga de que os culpados são os políticos. É verdade que muitas vezes são medíocres, mas também quem quer ser político? Direi apenas que não estou nem nunca estarei à espera que resolvam os meus problemas. Já seria bom que não atrapalhassem!

 

Poderia escrever sobre o TGV, mas não sei nada de comboios, a não ser que nos levam ou trazem de qualquer sítio. Parece que é muito caro, mas a pressa, a necessidade de estar em qualquer lugar uns segundos antes dos outros, sempre teve um preço muito elevado. E eu que sempre gostei mais da viagem, do caminho, do que da partida ou chegada…

  

Poderia escrever sobre o petróleo da BP que jorra do fundo do mar algures no Golfo do México. Mas dizer o quê? Que é irónico o maior consumidor de energia fóssil do mundo de repente ver-se chafurdar numa imensa maré de crude?

 

Poderia escrever sobre a selecção nacional que partiu hoje para a África do Sul. Não digo nada!

  

(No fundo, no fundo, não me apetece escrever. Do que preciso mesmo é de uma tela e tintas para reinventar uma ou duas cores do arco-íris.)

Publicado por Fernando Delgado às 00:30
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Fernando Delgado

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