Domingo, 6 de Setembro de 2009

(De)batendo

 

Nesta fase pré-eleitoral, os debates são uma espécie de sobremesa quase diária… No fundo, no fundo, gostava de conhecer alguém que formasse a sua opinião eleitoral (leia-se: voto) a partir destes debates. Não está em causa a sua importância, nem pressuponho que isto seja uma espécie de teste em que alguém vai a um Benfica-Sporting para saber se há-de ser benfiquista ou sportinguista (ou nem uma coisa nem outra). Não é isso. A minha curiosidade é sociológica: é perceber qual é efeito dos políticos e das suas propostas, num determinado debate, sobre as convicções dos eleitores. É que tenho a sensação de que é nula!
Já não tenho tanta certeza da influência de terceiros, daqueles que se seguem nos debates: os comentários nas diversas televisões sobre quem ganhou ou perdeu esses debates. Estes comentaristas parecem-me os verdadeiros fazedores de votos, só não tenho a certeza que eles tenham total consciência disso (ou têm e estou a ser ingénuo?). Esta responsabilidade, a existir, é de tal modo importante que devia ser partilhada sem a óbvia e incómoda ligeireza que na maior parte das vezes é exibida - não, não espero que os jornalistas sejam isentos, nem que os politólogos (que raio de profissão!...) sejam neutros. Espero apenas que não sejam ridículos.
A não ser que se trate do tal jogo de futebol em que já se sabe que o jogo não tem nenhuma relevância na escolha individual do adepto. O resto é uma espécie de voyerismo cómodo sobre um mar de certezas, de vez em quando encrespado com ligeiras angústias …
(Não são as certezas do Ricardo Costa que me irritam, é a maneira como ele expressa essas certezas. Não são as palavras de Joaquim Aguiar que me incomodam, é a minha incapacidade de perceber a sua convexidade - ó J'aquim, afinal o que é que tu queres dizer, porque torturas as palavras?)
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publicado por Fernando Delgado às 23:27
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