Sexta-feira, 4 de Março de 2005

Oleiro

 

(Oleiro do Redondo)
Não sei se as mãos fazem o que a mente dita. Aliás, não sei sequer se aqui existe mente, porque me parece que as próprias mãos são autónomas... Sei apenas que a arte nasce nesta simplicidade de processos e de meios: as mãos e uma massa informe de barro. Que bom que assim é. Que bom verificar que a gestação de qualquer coisa provoca à sua volta um enorme caos: água suja, salpicos pelas paredes, restos e mais restos. É este o preço associado a qualquer acto de criação. Será que este caos também atinge a mente do oleiro? Em que pensa ele?Um dia hei-de voltar ao Redondo para tentar roubar aquele relógio e aquela folha de encomendas penduradas na parede...
(Se calhar vou apenas tirar a fotografia de outro ângulo, daquele que coincide com a janela do meu mundo).
Publicado por Fernando Delgado às 00:14
| Comentar post
Patilhar
Fernando Delgado

Pesquisar

 

Posts recentes

Stefan Zweig

Hermann Hesse

«Mudar de Vida»

Os "interiores"

Função social da propried...

Word Press Photo

Contributos para uma inte...

A terra do Capuchinho Ver...

Contributos para uma inte...

«Quando vier a primavera»

Contributos para uma inte...

Amenidades invernais

Contributos para uma inte...

A oeste nada de novo*

Lili Artic Golden, sem li...

Valha-nos deus

Tejo nauseabundo

Lobbies

Bocejos

Contributos para uma inte...

O envelhecimento é a acum...

mapas rurais

Ajustando as velas

Contrastes

Contributos para uma inte...

Tags

aprender

canções

esboços

estórias

interiores

leituras

notícias do casino

outros olhares

peanuts

rural

todas as tags

Arquivos