Sexta-feira, 6 de Abril de 2012

Outros olhares

IMG_5170.jpg

Mosteiro da Batalha

(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; f/6,30; 1/100s; ISO 400; 59 mmm)

 

É neste chão frio que as cores filtradas nos vitrais revelam os seus limites... Sente-se que a história não passa de um legado inconsistente perante o deslumbramento de alguns dos seus protagonistas. Como dizia Pessoa: Somos hoje um pingo de tinta seca da mão que escreveu Império da esquerda à direita da geografia. É difícil distinguir se o nosso passado é que é o nosso futuro, ou se o nosso futuro é que é o nosso passado. Cantamos o fado a sério no intervalo indefinido. O lirismo, diz-se, é a qualidade máxima da raça. Cada vez cantamos mais um fado. O Atlântico continua no seu lugar, até simbolicamente. E há sempre Império desde que haja Imperador.

 

Publicado por Fernando Delgado às 23:01
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