Sexta-feira, 27 de Novembro de 2020

eucalyptus deglupta

Descobri por acaso, à procura de outras árvores e de outras florestas... Existe um eucalipto (eucalyptus deglupta) que tem este troco com estas cores espantosas! Imaginem o que será uma floresta com estas árvores...

As más notícias: «Esta espécie não é de fácil cultivo fora da faixa equatorial, onde prospera com temperaturas entre os 20-32°C e precipitação da ordem dos 2 500 - 3 500 mm. Em Portugal é ainda mais difícil de cultivar, uma vez que esta espécie morre abaixo dos 2°C (...)».

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publicado por Fernando Delgado às 22:48
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Terça-feira, 17 de Novembro de 2020

O silêncio dos livros

Há quem diga que quando o tempo sobra há espaço para os livros que ficaram por ler... Era bom que assim fosse, mas não é! A pandemia ocupa o tempo e o espaço, não sobra nada (como na Tragédia de Hamlet, o resto é silêncio) .

A ausência de constantes compromissos profissionais, de agendas rígidas, de stress e, como se costuma dizer, do dia-a-dia preenchido, é uma ilusão. Não fomos feitos ou formatados (ou educados?!) para este nova realidade. Precisamos de compromissos, de agendas e de stress para ludibriar as rotinas e ganhar algum tempo para outras coisas, como ler livros. É assim a natureza humana - buscamos sofregamente algumas coisas como contraponto a outras coisas de que não gostamos, ou que, gostando, nos limitam o tempo e o espaço. Precisamos de não ter tempo para dar valor ao tempo. 

Sinto que a pandemia apagou da memória esta busca do contraponto emocional e os livros não escaparam a esta decapitação. A Crónica de Um Vendedor de Sangue, de Yu Hua e Magalhães, o homem e o seu feito, de Stefan Zweig, são algumas das leituras neste longo interregno, mas não passam de exceções num quotidiano longo, aborrecido e estupidamente inútil. Restam, como notas de rodapé, um retrato da revolução cultural de Mao - simples, sem adjetivos e juízos morais inúteis (no livro de Yu Hua) e uma biografia de Magalhães, com várias inexatidões históricas (?!...), ou apenas excesso de entusiasmo do autor (no livro de S. Zweig).

Pouco, muito pouco!

 

«[...]

Serviu rei e país sob todas as formas: por mar e por terra, em todas as estações do ano e em todas as zonas marítimas, no meio da geada e sob um céu tórrido. Porém, servir é coisa de jovens, e agora, com quase trinta e seis anos, Magalhães decide que já se sacrificou o suficiente pelos interesses e pela glória dos outros. Como acontece a qualquer criador, Magalhães sente media in vita a necessidade de se realizar pessoalmente, de ser responsável por si próprio. A pátria abandonou-o, desfez a ligação com as suas tarefas e obrigações - tanto melhor: agora está livre. Como tantas vezes sucede, o punho que tenta repelir um homem, impele-o, na verdade, para dentro de si mesmo. [...]»

Stefan Zweig in Magalhães, o homem e o seu feito. Assírio e Alvim, 2ª ed., pp 67-68.

 

 


publicado por Fernando Delgado às 00:34
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Terça-feira, 10 de Novembro de 2020

Cartoons

O exagero (?!...) como espelho da realidade. Admirável!

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AYTOS (turco)_Política Mundial

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DARIO (mexicano)_Bolsonaro

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FRANK HOPPMANN (alemão)_Boris Johnson

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MOLINA (nicaraguense)_Populismo

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PEDRO SILVA (português)_Christina Lagarde

 

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publicado por Fernando Delgado às 01:10
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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2020

O inútil paciente zero

Tenho uma especial atração por estes temas, não sei exatamente qual a razão, mas, para além do natural espanto perante algo que está fora do alcance do meu conhecimento científico, pressinto que a mistura de ciência e filosofia me provoca alguma inquietação. A relação do violino e dos seus sons com a mecânica quântica em Os diálogos sobre física atómica (um livro com muitos anos...) e esta dedução de que é absolutamente inútil querer voltar ao passado para mudar o futuro, partindo da teoria da relatividade e tendo como exemplo o Covid-19 , são provocações que me convocam a uma reflexão, obviamente sem conclusões. Mas não há nada a temer. A filosofia e a ciência são dois aliados poderosos ligados por uma ponte precária sobre um rio de dúvidas. E é aqui que reside a sua força.

 

«Viajar no tempo é uma possibilidade que passou a ser levada mais a sério depois de assumida no último livro do físico e cosmólogo Stephen Hawking, entretanto desaparecido. Em 2018, uma série de outros físicos asseguravam estarem também absolutamente convencidos de que, pelo menos matematicamente, era uma possibilidade.

Agora, uma equipa da Universidade de Queensland, na Austrália, acaba de anunciar que resolveu o paradoxo lógico que valida a teoria. Algo que concilia a relatividade geral de Einstein com a dinâmica clássica.

(…)

Para os seus cálculos, os cientistas socorreram-se da pandemia de Covid-19 como modelo para determinar se as duas teorias poderiam coexistir – já que o mais famoso físico alemão considerava a possibilidade de se viajar no tempo, mas a ciência da dinâmica avisava que a sequência fundamental dos acontecimentos não poderia sofrer interferências.  

Digamos que alguém decidia viajar para o passado para tentar impedir que o paciente zero da atual pandemia fosse exposto ao vírus. Mas se isso acontecesse isso eliminaria a motivação para voltar do passado, já que a pandemia não existiria. (…) Principal conclusão: é absolutamente inútil querer voltar ao passado para mudar o futuro. 

[…]»

E se lhe disserem que viajar no tempo é (matematicamente) possível?, in Visão, 30.09.2020

 


publicado por Fernando Delgado às 00:19
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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2020

A infância...

Rascunhos de infância no imaginário entulhado da velhice!...

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«Mostrei a minha obra-prima às pessoas crescidas e perguntei-lhes se o meu desenho lhes metia medo.

Responderam-me: "Porque é que um chapéu haveria de meter medo?"

O meu desenho não representava um chapéu, mas sim uma jiboia a digerir um elefante. Desenhei então o interior da jiboia, para que as pessoas crescidas pudessem compreender. Elas têm sempre necessidade de explicações.»

 

Pintura de Joan Miro.

Texto de Antoine de Saint-Exupéry. O Principezinho, Ed. Livraria Lello, pp 12.

 


publicado por Fernando Delgado às 23:53
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Quinta-feira, 9 de Julho de 2020

Do lagostim à merda dos chef

Porque sim:

 

 

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publicado por Fernando Delgado às 01:44
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Sexta-feira, 8 de Maio de 2020

Luis Sepúlveda

Há uns dias fomos surpreendidos pela notícia da morte de Luis Sepúlveda, nas condições conhecidas,… e o martelo bateu-me na cabeça: “porra, o que leste deste escritor? Que me lembre, nada!”

E abasteci-me on-line do que estava disponível: Diário de um killer Sentimental, Mundo do Fim do Mundo e Nome de Toureiro, todos da Porto Editora.

Escolhido um pouco ao acaso, li o Diário de um killer sentimental e, para lá do livro, sinto um certo apaziguamento – como é estranho ouvir a notícia da morte de um escritor e sentir que falta qualquer coisa. Esta “qualquer coisa”, este vazio incómodo, é o livro, a mensagem, o testemunho, o olhar cúmplice (ou pelo menos a sensação de proximidade…) do autor através das palavras.

 

... das palavras escritas:

«[…]

     - Adeus, filantropo – disse eu, aproximando-lhe o cano da boca.

     A detonação foi seca e curta. É assim que ladram os colts de trinta e oito. A minha pobre gata francesa tremia, de olhos muito abertos. Abraçei-a, amaldiçoando as malditas armadilhas da vida.

     - Tira-me daqui… - gemeu ela contra o meu peito.

     - Claro, meu amor – murmurei-lhe eu ao ouvido antes de disparar por baixo do seu lindo seio esquerdo.

     Sim, é verdade, eu amava-a, mas no meu último trabalho não podia atuar de outra maneira. Eu era um killer, e os profissionais não misturam trabalho com sentimentos.

[…]»

Luis Sepúlveda, in Diário de um Killer Sentimental. Porto Editora, 1ª ed., pp 52.

 

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Sábado, 25 de Abril de 2020

Abril

... abril, num diálogo de culturas (José Afonso, Chico Buarque e Carlos do Carmo, num filme da Carlos Saura, e Moustaki, como cidadão do mundo)...

 

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publicado por Fernando Delgado às 02:04
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Sexta-feira, 17 de Abril de 2020

O pandemineiro

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O feireiro (1) voltou!

O feireiro voltou para nos explicar a pandemia do coronavírus. Agora sem chapéu de palha ou boina de agricultor, mas com gravata de seda, botões doirados no casaco e sapato lustroso bicudo (se me lembro era assim que o Mário Zambujal caracterizava um dos seus bons malandros, acrescentando “e escarreta no chão”, que obviamente não se aplica a tão ilustre personagem).

Com gráficos retirados de jornais, de publicações, da net, ou muito simplesmente juntando imagens a números de diversas fontes. Não há um raciocínio que se possa seguir (as frases terminam abruptamente em «bom…», como o martelo do juiz na bancada, ressoa a fim) a não ser aquele que já se esperava: idolatrando o trabalho de alguns (Taiwan, Singapura, Alemanha, …), ignorando muitos outros (EUA, Brasil, Holanda, Itália, …) e batendo nos restantes (China, Espanha, Portugal, …).

O José Alberto Carvalho às vezes tenta introduzir um pauzinho naquele discurso (mas nos EUA…; no Brasil…), mas é inútil – o guião está definido e não há como sair dele. A conclusão não depende de uma interpretação dos gráficos, é predefinida e os números são apenas um adereço. Não subestimem o pandemineiro, ele sabe que os números, por muito que os torturem, não se confessam...

São assim os intrujões: remetem-nos sempre para o universo do logro, da burla e da encenação patética. Não há nada mais comovente do que ver um pantomineiro a explicar uma pandemia!

(1) Não confundir com feirante: feireiro é aquele que frequenta feiras e se faz notado porque a única coisa que vende é a sua própria imagem – também conhecido por espalha-borralhos – enquanto o feirante é um trabalhador como qualquer outro…

 

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Quinta-feira, 16 de Abril de 2020

«Éramos felizes, mas não sabíamos!»

(Esta é provavelmente a frase, não sei de quem, que melhor define este intervalo na vida...)

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Sábado, 21 de Março de 2020

Calma, é apenas um pouco tarde

Não sei porque regresso! Alguma inquietação, medo ou porque Ainda não é o fim nem o princípio do mundo calma é apenas um pouco tarde, como no título do livro de Manuel A. Pina. Ou simplesmente porque é o dia da poesia e a primavera já assomou à janela...

Há uns anos escrevi aqui

Vou por aí
muito lentamente
com um sorriso
para que não percebam
que não me apetece sorrir.
Como é difícil ser-se testemunha de si próprio!
 
Não sei o que sentia, mas sinto que sentia o que sinto agora. Vazio!
 

publicado por Fernando Delgado às 23:15
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Quinta-feira, 5 de Setembro de 2019

Ausência

Não desapareci - estou apenas numa longa e sonolenta preguiça ...

O mais estranho é que sabe bem!

 

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Sábado, 20 de Julho de 2019

Entre dos aguas

 

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Quinta-feira, 4 de Julho de 2019

Piazzolla

 

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Terça-feira, 21 de Maio de 2019

«Tanto mar»

Assim, de repente, uma notícia tão boa: Chico Buarque é Prémio Camões 2019.

Não sei se estás em festa, pá - é primavera e acredito que estarás doente com os bolsonaros deste mundo...

Mas eu estou contente! (nós estamos!... e enviamos um cheirinho de alecrim...)

 

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publicado por Fernando Delgado às 23:48
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Terça-feira, 30 de Abril de 2019

Fertilidade transumante

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(Pomar de amendoeiras na Cova da Beira)

Esta "reportagem" (ver aqui) sobre a polinização de amendoeiras na Califórnia através de colónias de abelhas transumantes é um bom exemplo da complexidade das questões associadas às culturas intensivas…

 

«En Californie, la grande migration des abeilles

Chaque année, les deux tiers des ruches américaines partent vers la Californie pour polliniser des amandiers. Une transhumance devenue nécessaire.

Chaque année, les deux tiers des ruches américaines partent vers la Californie pour polliniser des amandiers. Une transhumance devenue nécessaire.

Dans un grand champ baigné de soleil et bordé de milliers d’amandiers, Jim Rodenberg inspecte minutieusement l’intérieur de ses ruches pour s’assurer que ses abeilles sont en bonne santé. Cet apiculteur originaire du Montana vient de passer un mois dans la vallée centrale agricole californienne, près de Bakersfield, où ses abeilles ont participé à la plus grande opération mondiale de pollinisation d’amandiers. « Pour répondre aux besoins croissants du marché florissant de l’amande en Californie, ce sont plus de 70 % des ruches du pays qui sont envoyées ici, chaque année, puis louées dans les champs aux cultivateurs, pour polliniser les fleurs », explique Jim Rodenberg dans sa combinaison blanche grillagée.

Chargées à bord de semi-­remorques, à l’automne 2018, ses 4 000 ruches ont réalisé un périple de 2 500 kilomètres et traversé pas moins de cinq états différents, du Montana à la Californie en passant par l’Idaho, l’Utah et le Nevada. « Maintenant que la saison est terminée et que mes abeilles ont bien travaillé, je me prépare à envoyer une petite partie de mes ruches au nord, dans l’État de Washington, pour polliniser des pommiers et des cerisiers. Le reste va retourner passer la fin du printemps et l’été dans des champs de luzerne du Montana pour y produire du miel », explique l’apiculteur.

Mais avant de reprendre la route, Jim Rodenberg doit d’abord vérifier que ses reines sont toujours en vie et en capacité de continuer à pondre. « Dieu merci, celle-ci semble en forme », se félicite-t‑il, penché au-dessus d’une ruche bourdonnante, un enfumoir à la main. « Aujourd’hui, entre l’exposition aux pesticides et aux fongicides, et la mite Varroa qui est très agressive, les reines, qui vivaient autrefois entre quatre et cinq ans, ne durent plus aussi longtemps, se désole-t-il. Je suis maintenant obligé de les remplacer presque chaque année.»

Le mouvement de transhumance annuelle des abeilles vers la Californie est fortement soupçonné de contribuer à l’augmentation continue du taux de mortalité des colonies, constatée aux États-Unis depuis une trentaine d’années. « Le fait de concentrer la quasi-totalité des abeilles du pays chaque année dans la vallée centrale favorise forcément la propagation de maladies et de parasites », reconnaît Jim Rodenberg. Le voyage imposé aux colonies, qui viennent parfois d’aussi loin que de Floride, a également tendance à stresser les abeilles et à affaiblir leur système immunitaire, les rendant vulnérables aux pathogènes.

Cette année, Jim Rodenberg et son partenaire Les Wienke estiment toutefois avoir évité le pire. « Nous n’avons perdu “que” 20 % de nos colonies, alors que la moyenne aujourd’hui tourne plutôt entre 30 et 40 % », explique Jim Rodenberg en montrant un tas de ruches vides, reléguées dans un coin du terrain. « Ça reste tout de même très préoccupant, renchérit Les Wienke. Dans les années 1980, le taux de pertes annuel était autour de 10 %. Depuis, ce chiffre n’a cessé de grimper. »

Pour lutter contre les pesticides, une fois la pollinisation terminée, certains apiculteurs soumettent aujourd’hui leurs abeilles à de véritables cures de désintoxication en pleine nature.C’est le cas de Nick Noyes, un apiculteur de l’Idaho, qui vient de passer l’hiver avec ses 10 000 ruches à Firebaugh, à une centaine de kilomètres au nord de Bakersfield. « Ce soir, une partie de mes colonies partira à bord de camions en direction du Texas. Là-bas, j’ai repéré un espace sauvage idéal, où mes ruches seront à l’abri des produits chimiques et où elles pourront plus facilement se repeupler », explique l’apiculteur, à bord de sa camionnette, en sillonnant une dernière fois les allées d’amandiers en fleur. « Je tiens toutefois à garder l’endroit secret, précise-t-il, car ces espaces sont de plus en plus rares aux États-Unis. »

Pour Nick Noyes, les pratiques agricoles américaines sont en partie responsables du dépeuplement des abeilles. Il pointe notamment du doigt le développement de monocultures intensives comme celle de l’amande et la disparition progressive des surfaces fourragères naturelles, en partie détruites par les herbicides. « Pour être en bonne santé, on ne peut pas se contenter de ne manger que du steak. Les abeilles sont comme nous. Elles ont besoin d’un régime diversifié, note l’apiculteur. Aujourd’hui, nous sommes obligés de les bourrer de sirop de glucose et de protéines artificielles pour compléter leur alimentation. Sans cela, nos pertes annuelles seraient bien plus catastrophiques. »

En plus du repeuplement des ruches opéré par les apiculteurs, « les cultivateurs d’amandes ont aussi pris certaines mesures qui ont permis de mitiger les pertes, souligne Bob Curtis, consultant pour la Collective des amandes de Californie. Par exemple, certains n’appliquent plus de fongicides le jour mais attendent la nuit », lorsque les abeilles sont à l’abri dans les ruches.

Malgré tous ces risques et ces contraintes, les apiculteurs itinérants ne sont pas prêts à renoncer à leurs activités de pollinisation, sans trop s’interroger sur le bien-fondé d’une migration par camion, mise en place pour pallier un service normalement rendu par la nature… Ni sur l’érosion de la biodiversité alarmante que cela révèle. Au cours de la dernière décennie, l’explosion du marché californien de l’amande a même rendu l’apiculture migratoire extrêmement lucrative. « Aujourd’hui, 50 % de mes revenus sont issus de la pollinisation, à égalité désormais avec les revenus que je tire du miel », explique Nick Noyes. Cette année, pendant la floraison, ses ruches se sont louées autour de 220 dollars pièce, contre 60 dollars en moyenne au milieu des années 2000.»

En Californie, la grande migration des abeilles. Reportage. La Croix.

 


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Quinta-feira, 25 de Abril de 2019

...

 

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Terça-feira, 16 de Abril de 2019

Notre-Dame

Sem palavras...

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publicado por Fernando Delgado às 01:15
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Quarta-feira, 10 de Abril de 2019

... à mesa do café...

«Se vires um cágado no cimo de uma árvore, foi porque alguém o pôs lá!»

- Provérbio umbundu -

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publicado por Fernando Delgado às 00:02
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Terça-feira, 9 de Abril de 2019

Floresta/paisagem...

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«[…] Lembremos que o ano de 2017 terminou com uma área queimada contínua que se estende desde o sul do Tejo quase até Viseu, no coração florestal do país, e que afetou de maneira indiferente pinhais e eucaliptais. Urge reconhecer que essas paisagens são insustentáveis e indefensáveis, sobretudo face ao processo de alterações climáticas que aumenta a frequência de situações de elevado risco meteorológico de incêndio e ao abandono rural, que retira capacidade de controlo sobre o território. O eucalipto faz parte deste problema, na medida em é já a espécie que maior extensão ocupa na floresta portuguesa, mas o problema é mais vasto e profundo. Resulta de grandes transformações do meio rural durante as últimas décadas, conjugadas com as nossas condições bioclimáticas cada vez mais favoráveis ao fogo. É ilusório pensar que se pode preencher apenas com floresta o grande vazio deixado pela perda de cerca de 1 500 000 hectares de terras agrícolas desde meados do século XX e o aumento recente do tamanho e frequência da ocorrência de mega-incêndios florestais elimina quaisquer dúvidas. […]»

José Miguel Cardoso Pereira in Eucaliptos, fogos e outras coisas mais. Cultivar, Cadernos de Análise e Prospetiva, nº 14. Ed. GPP, pp 21-22.

 


publicado por Fernando Delgado às 23:31
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