Sexta-feira, 13 de Outubro de 2017

Sinais

Reestruturação das interfaces rurais. Voluntariado na limpeza de uma "faixa de gestão de combustíveis" junto à aldeia de Ferraria de S. João (concelho de Penela) e plantação de árvores "resilientes ao fogo".

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Publicado por Fernando Delgado às 23:34
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Quarta-feira, 11 de Outubro de 2017

Recoleção

Há zonas costeiras onde os agricultores trocam a terra pelo mar e recoletam algas. "Isto é um biscate", dizem, para acrecentarem "dá qualquer coisa, mas muito pouco..., dá para a bucha!" E para que serve e para onde vai? "Nem sei..., acho que é para as mulheres, para perfumes e coisas assim. Entregamos isto a uns tipos que depois mandam para a Holanda, nem queira saber..., compram isto tudo, desde que bem secas e bem vermelhas..., na seca não podem apanhar maresia ..."

Não conheço os pormenores desta atividade, mas as algas têm uma coloração lindissima e um odor intenso a mar ("odor a vida", disse-me um recoletor). A atividade de recoleção remete-me para uma fase primitiva da história humana e o negócio é como todos os outros: sabe-se onde começa, não se sabe muito bem onde acaba e nunca se conhecem todos os pormenores intermédios.

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(Secagem de algas entre a Nazaré e a Foz do Arelho)

 

Publicado por Fernando Delgado às 23:20
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Segunda-feira, 9 de Outubro de 2017

Domesticação...

... dizem os entendidos que o pombo é um animal sinantrópico! Cá para mim é apenas mais um fã da sociedade de consumo...

(... ou como os instintos primários - a fome, o sexo, ... - são tão distintos dos interesses mediáticos: enquanto uma multidão procura de olhos esbugalhados a onda gigante do canhão da Nazaré, o pombo aproveita a distração e, desde passas de figo a amendoins e nozes, tudo é apreciado com aparente prazer gastronómico. Nem as guloseimas embaladas escapam, o que só mostra uma sinantropia de elevado nível! ... Entretanto a onda nem sequer emergiu do mar preguiçoso...)

 

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Publicado por Fernando Delgado às 00:13
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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

Galerias ripícolas

Estruturação do espaço. Galeria ripícola no incêndio de Pedrógão

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Publicado por Fernando Delgado às 23:27
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Sábado, 12 de Novembro de 2016

Outono

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Ribeira de Penafacão (Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; 0,4 s; f/6,3; ISO 100; 48 mm)

 

Publicado por Fernando Delgado às 21:38
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Quarta-feira, 9 de Novembro de 2016

À espera de Godot

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Hillary ou Trump? E eu aqui à espera...

 

Será que quero mesmo esperar para saber ou apenas mergulhar neste vazio, neste esperar por nada, sendo este nada - as  torrentes de palavras na televisão - tudo o que existe?

 

Como na história de Samuel Beckett, Godot nunca mais chega...

Que se lixe!

 

Depois há a rocha e a planta em flor (na Foz do Cobrão, uma espécie de derrame apocalíptico de pedra sobre o rio ocreza...) que serve para dar sentido ao medo que nos estremece quando não dominamos o sentido das coisas.

 

Esta rocha e a planta florida são tudo - o céu é apenas uma encenação do vazio, mesmo que tentemos dar-lhe espaço e tempo e vida, e todas aquelas coisas que desconhecemos e imaginamos como reais e que ingloriamente insistimos em compreender.

 

E Godot nunca mais chega!...

Hillary ou Trump?

 

(Foz do Cobrão - Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; 1/500 s; f/16; ISO 320; 59 mm)

 

Publicado por Fernando Delgado às 01:05
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Terça-feira, 30 de Agosto de 2016

Achamentos na Costa Vicentina

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Publicado por Fernando Delgado às 01:42
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Sábado, 17 de Outubro de 2015

... que atrás dos tempos

vêm tempos

e outros tempos hão-de vir

(Fausto).

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(Atrás dos tempos dos lugares: barragem da Marateca, outono. «Eu sei de histórias verdadeiras/ umas belas outras tristes de assombrar»

 

Publicado por Fernando Delgado às 01:02
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Domingo, 16 de Agosto de 2015

As esmolas do BPI e...

... os insondáveis desígnios do senhor.

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Sameiro, Braga.

Publicado por Fernando Delgado às 00:19
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Sábado, 25 de Abril de 2015

Abril

Ainda e sempre «o dia inicial inteiro e limpo», de Sophia.

Ainda e sempre a liberdade!

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Aveiro. (Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; 1/200 s; f/6,3; ISO 400; 162 mm)

 

Publicado por Fernando Delgado às 00:47
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Sexta-feira, 24 de Abril de 2015

Mar

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(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; 1/125 s; f/25; ISO 200; 125 mm)

 

Até onde se esconde aquela língua de areia adormecida nas ondas?

(Dizem-me que a felicidade é viver a vida, não é alcançar o que se quer.)

Eu escuto o sussurrar das ondas, observando o lento desfazer da areia numa espuma muito branca que, embrulhando-se em si própria, desaparece lentamente. Em pouco tempo só há mar, só há ondas, só há agitação. Só há vida, sem ontem ou amanhã.

 

Publicado por Fernando Delgado às 01:22
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Segunda-feira, 30 de Março de 2015

To the end...

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 (Foto de Alex Timmermans "To the end of nowhere....")

Ei-los que partem...

Ou fogem?

 

Publicado por Fernando Delgado às 02:41
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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2014

Outono

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(Pôr de Sol de Outono. Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; 1/30 s; f/4; ISO 100; 24 mm)

 

Publicado por Fernando Delgado às 00:23
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Quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

Vulcão dos Capelinhos

À procura de outras coisas, encontrei estas fotos (já com algum tempo...) do vulcão dos Capelinhos, no Faial. Depois de andar sobre aquelas cinzas, lembro-me de ver estas e outras fotos do vulcão calmamente sentado à frente do computador. Tal como nessa altura, também agora fico com a idéia de que, por muito que olhe, nunca conseguirei "ver" o que se "vê" lá - a sensação de esmagamento e de simples redução a um grão daquele pó queimado é tão grande que apetece fugir para o mar infinitamente azul...

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(Fotos de Julho 2013) 

 

Publicado por Fernando Delgado às 23:50
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Domingo, 12 de Outubro de 2014

As loucuras de Berardo

IMG_8069.jpg(Escultura de Breuer-Weil no Buddha Eden - Quinta dos Loridos, Bombarral)

 

De acordo com o próprio Berardo, este Jardim ("Jardim da Paz") surge como reacção à destruição dos Budas Gigantes de Bamyan (sec. VI) no Afeganistão, em 2001, pelo regime talibã.

São  centenas (milhares!...) de esculturas gigantes (seis mil toneladas de pedra) vindas da China e aqui depositadas entre sobreiros centenários e um conjunto de espécies exóticas com dificuldades de "entenderem" o clima local.

Leio de Berardo: “temos que nos respeitar uns aos outros. Há que ter uma participação e ajudar as novas gerações a aprenderem a respeitarem-se mutuamente”, acrescentando que olha este "Jardim como uma plataforma de diálogo com todas as civilizações e, ao mesmo tempo, uma homenagem ao papel que os portugueses historicamente desempenharam no alargar de horizontes do mundo – aquilo a que actualmente se chama globalização. É importante que não se esqueçam que fomos nós que iniciámos o processo”.

 

(A liberdade, a minha liberdade - política, religiosa, moral, cultural, ... -, é a única causa pela qual, se tal fosse necessário, lutaria no sentido físico do termo. Por isso entendo as palavras de Berardo. Mas pensando assim, há coisas - e admito que o problema seja meu -, de que não gosto: tenho muita dificuldade em entender a translocação de símbolos culturalmente bem localizados e datados, mesmo que o motivo invocado seja a irracionalidade talibã e o total desprezo pela liberdade.

Num mundo global é natural que todos nós procuremos entender e conhecer esse mundo, mas já não me parece natural que se peguem em pedaços desse mundo e se coloquem noutro lugar, num lugar culturalmente estranho, sem ligação à sua história... Não se trata de qualquer sentido de pureza da cultura, até porque não tenho nenhuma ilusão acerca dos limites da transacção de bens culturais. É apenas um sentimento que resulta de uma observação intimista: alguns budas pareciam acanhados entre os sobreiros!)

Nota: A Quinta dos Loridos é lindíssima (alguns edifícios são do século XVII) e tem uns vinhos interessantes...

 

Publicado por Fernando Delgado às 23:56
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Domingo, 7 de Setembro de 2014

Cansado...

(e perdido...) 

 

Ainda não acabei de chegar!...

Esse calendário tem os dias todos?

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(Barragem da Marateca, ao final do dia...)

 

Publicado por Fernando Delgado às 00:33
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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2014

A. Gedeão

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Praia de Carvalhais, Comporta.

(Vê Moinhos? São Moinhos. Vê gigantes? São gigantes.)

 

«Os meus olhos são uns olhos.

E é com esses olhos uns

que eu vejo no mundo escolhos

onde outros, com outros olhos,

não vêem escolhos nenhuns.

 

Quem diz escolhos diz flores.

De tudo o mesmo se diz.

Onde uns vêem luto e dores,

uns outros descobrem cores

do mais formoso matiz.

 

Nas ruas ou nas estradas

onde passa tanta gente,

uns vêem pedras pisadas,

mas outros gnomos e fadas

num halo resplandescente.

 

Inútil seguir vizinhos,

que ser depois ou ser antes.

Cada um é seus caminhos.

Onde Sancho vê moinhos

D. Quixote vê gigantes.

 

Vê moinhos? São moinhos.

Vê gigantes? São gigantes.»

 

António Gedeão. Impressão digital.

 

Publicado por Fernando Delgado às 01:54
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Terça-feira, 12 de Agosto de 2014

Rui Veloso

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Rui Veloso, em Oleiros.

 

Foi um concerto triste, a meio da semana, num lugar improvável.

Uns dias depois, em entrevista ao DN, dizia que «É muito difícil para mim aceitar a realidade do país. Fico à espera que isto um dia tenha compostura e volte aos valores básicos da vida. (...) Todos sabem de tudo como no futebol! Gente que nada percebe do que fala mas mesmo assim opina sem critério. Portanto, eu vou parar. Tenho de fazer uma paragem na minha vida para provavelmente estar com os amigos, para poder viajar, para arrumar os meus DVD, deitar fora coisas, trabalhar calmamente na minha música, sem pressões, e pôr em ordem algumas coisas que tenho desarrumadas na minha vida».

Diz mais coisas, mas é fácil perceber que se fartou deste país. Vão chover críticas de quem acha que só os privilegiados se podem dar ao luxo de dizer basta. Não quero saber. Do Rui só espero que não deixe de fazer canções. O resto - este país que um dia há-de voltar aos valores básicos da vida, este país reduzido à mediocridade de gente que nada percebe do que fala (nem imaginas a praga de gente dessa que existe por todo o lado...) -, fica para depois. Eles hão-de acabar por cair em cima da sua própria merda. Resistir é preciso!

 

Publicado por Fernando Delgado às 00:57
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Quarta-feira, 7 de Agosto de 2013

... um copo no «Peter»

... gosto de pensar que estas pinturas, nos muros da marina, ou as mensagens, penduradas nas paredes e no tecto do Peter, não revelam qualquer chegada ou partida. São apenas um sinal de passagem, o instante de uma viagem, a força de algo íntimo, o presente que sem compromisso se partilha!  Por isso gosto deste lugar... 

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 Horta. (Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm)

 

Publicado por Fernando Delgado às 01:19
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Domingo, 28 de Abril de 2013

Cantigas do Maio

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Alentejo. (Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm)

 

Publicado por Fernando Delgado às 00:07
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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2012

Outono

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(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; 1/250 s; f/7,10; ISO 400; 200 mm)

Publicado por Fernando Delgado às 22:43
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Quinta-feira, 1 de Novembro de 2012

Ah, Raul!

(... tributo a 60 segundos de televisão no "5 para a meia-noite" de Nuno Markl)

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(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; f/22; 1/500s; ISO 125; 88 mmm; conversão P/B)

Publicado por Fernando Delgado às 23:27
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Sábado, 28 de Julho de 2012

Outros olhares

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Loriga (junto à praia fluvial)

(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; f/11; 1/320s; ISO 400; 59 mmm)

 

Publicado por Fernando Delgado às 23:26
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Sexta-feira, 6 de Abril de 2012

Outros olhares

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Mosteiro da Batalha

(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; f/6,30; 1/100s; ISO 400; 59 mmm)

 

É neste chão frio que as cores filtradas nos vitrais revelam os seus limites... Sente-se que a história não passa de um legado inconsistente perante o deslumbramento de alguns dos seus protagonistas. Como dizia Pessoa: Somos hoje um pingo de tinta seca da mão que escreveu Império da esquerda à direita da geografia. É difícil distinguir se o nosso passado é que é o nosso futuro, ou se o nosso futuro é que é o nosso passado. Cantamos o fado a sério no intervalo indefinido. O lirismo, diz-se, é a qualidade máxima da raça. Cada vez cantamos mais um fado. O Atlântico continua no seu lugar, até simbolicamente. E há sempre Império desde que haja Imperador.

 

Publicado por Fernando Delgado às 23:01
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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

Desertificação

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(Monte em Segura, Idanha-a-Nova)

(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; conversão para P/B)

Publicado por Fernando Delgado às 00:25
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Terça-feira, 19 de Julho de 2011

Desvios colossais

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Tomar - Festa dos Tabuleiros (Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; f/6,3; 1/80s; ISO 400; 40 mmm)

«A expressão “desvio colossal”, de acordo com a informação que julgo ter sobre o assunto, deve-se a uma - como hei-de dizer… - omissão de palavras que foram usadas entre “desvio” e “colossal”…, isto é, foi usada a expressão “desvio”, foram ditas algumas palavras, após as quais apareceu “colossal”… Fazendo a eliminação das palavras intermédias fica “desvio colossal”. A minha interpretação da frase entre “desvio” e “colossal”, é que foram detectados desvios e que a consolidação orçamental nos vai exigir um trabalho colossal. Esta versão é da minha pura responsabilidade. Eu não tenho nenhuma informação autêntica sobre as palavras que terão sido proferidas entre “desvio” e “colossal”. Mas esta versão agrada-me particularmente.»

Vítor Gaspar, Ministro das Finanças. 14.07.2011.

 

Esta versão (transcrita deste vídeo) é da minha pura responsabilidade. Não faço comentários, porque não se fazem comentários sobre sumários executivos (reconhecendo que, neste caso, se trata de uma versão muito avançada dos templates usados pelos burocratas "bruxelenses"). Eu não tenho nenhuma informação autêntica, mas suspeito que se trata de um sumário executivo de relatórios que manifestamente (ainda) não existem. Esta versão da "coisa" agrada-me particularmente.

 

Publicado por Fernando Delgado às 00:19
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Quinta-feira, 14 de Julho de 2011

Sinais

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Numa qualquer rua de Tomar, à margem da Festa dos Tabuleiros.

(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; f/5,6; 1/160s; ISO 400; 106 mmm)

 

Publicado por Fernando Delgado às 01:09
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Segunda-feira, 2 de Maio de 2011

Tonalidades

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(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; f/9,0; 1/400s; ISO 400; 179 mmm)

Pormenor da encosta sul da Serra da Catraia (granito e ... carvalhos, urze, tojo, rosmaninho, esteva, alecrim, carqueija, ...)

 

 

Publicado por Fernando Delgado às 00:33
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Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2011

Alcántara

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S. Pedro de Alcántara - Espanha

(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; f/7,10; 1/125s; ISO 400; 59 mmm)

 

Publicado por Fernando Delgado às 00:43
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Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010

Tempos difíceis

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(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; f/6,30; 1/200s; ISO 400; 200 mmm)

 

Publicado por Fernando Delgado às 00:57
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Sábado, 28 de Agosto de 2010

Sons no Alentejo

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(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; f/13; 1/50s;ISO 1600; 125 mmm)

Marisa, Tim e Vitorino. Bons momentos, ontem, no Crato.

 

Publicado por Fernando Delgado às 22:24
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Quarta-feira, 9 de Junho de 2010

Cogito...

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(Canon EOS 400 D; Sigma 18-200 mm; 1/400 s; f/13; 18 mm; ISO 400)

      «O Céu é mais ou menos como as pessoas diziam que seria: grandes jardins repletos de fauna e flora, anjos com harpas e um clima como o de San Diego. Mas quando lá chegamos ficamos surpreendidos com o estado de degradação em que tudo se encontra. Os jardins crescem desordenadamente. Os anjos estão magros, sentados em cobertores, com pequenos copos de papel nas mãos para pedir esmolas, em frente das harpas amolgadas. Tocam uma canção breve quando passamos por eles. O dia está quente mas o céu está cinzento com tanto nevoeiro e fumo.

 

      Deus não está lá. Corre o boato de que Ele saiu há muito tempo, dizendo que voltava já.

 

      Algumas pessoas defendem que Deus não tem planos para regressar. Outros dizem que Deus enlouqueceu; outros acham ainda que Ele gosta de nós mas que foi chamado a criar outros universos. Alguns dizem que Ele está zangado, outros que tem Alzheimer. Há quem diga que Deus está a dormir a sesta e quem ache que anda em festa. Uns dizem que Deus não se preocupa connosco; outros dizem que gostava mas que morreu. Há também quem diga que não faz sentido perguntar para onde é que ele foi, uma vez que pode nunca ter estado presente. Talvez tenham sido os extraterrestres, e não um deus qualquer, quem construiu este lugar. Alguns questionam-se se não devemos a nossa existência depois da morte a uns quantos princípios científicos que ainda não somos capazes de entender. Outros prevêem que Deus regressará a qualquer momento; salientam que os Seus dias correspondem aos nossos milénios e que talvez Ele tenha ido apenas dar um passeio vespertino.

 

      Seja qual for o motivo que está na origem da sua ausência, o jardim não demorou muito tempo a degradar-se e transformar-se numa verdadeira selva. As pessoas tomaram beligerantemente partido sobre as teorias do desaparecimento e os debates erguem-se no ar como rastos de fumo negro. A certa altura, alguém encontrou uma pegada de Deus num recanto afastado do jardim e tentou imediatamente datá-la através da análise de carbono, mas ninguém concorda no que diz respeito aos resultados.

 

      Então, uma coisa incrível aconteceu. Alguém começou a armar zaragatas, alguém começou a disparar tiros, alguém começou a detonar bombas e a guerra deflagrou nas planícies sagradas do Céu. Os recém-chegados são enviados directamente para os campos de treino para aprenderem a manejar armas. A vida depois da morte, como qualquer pessoa que aqui esteja lhe dirá, já não é o que era. Ao ascendermos, trouxemos a frente de guerra connosco.

 

      As novas guerras religiosas não têm como ponto central a definição de Deus, mas sim o Seu paradeiro. As Novas Cruzadas planeiam ataques contra aqueles infiéis que acreditam que Deus está prestes a regressar; as Novas Jihadis bombardeiam aqueles que não acreditam que Deus tem outros universos para cuidar; a Nova Guerra dos Trinta Anos deflagra entre aqueles que acreditam que Deus está fisicamente debilitado e aqueles que consideram a noção de fragilidade profana. A Nova Guerra dos Cem Anos estala entre aqueles que concluem que Ele nunca existiu de facto e os que acham que está num retiro romântico com a Sua namorada.

 

      É esta a história. É por isso que estamos agora debaixo desta árvore caduca, com o ruído das metralhadoras a ecoar nos ouvidos, o nariz a arder por causa do Agent Orange, os disparos das bazucas a iluminar a noite, fincando os dedos no solo impregnado de sangue, enquanto as folhas caem em nosso redor e nos batemos com fidelidade pela nossa própria versão da não existência de Deus.»

 

David Eagleman in Cogito ergo sum. Editorial Presença.

 

Publicado por Fernando Delgado às 00:15
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Sábado, 15 de Maio de 2010

Regressos

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Casa abandonada à entrada de Castelo Branco

(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; 1/160 s; f/10; 24 mm; ISO 400)

 

A RTP1 acaba de passar o documentário Regresso ao Campo*, abordando a questão dos novos rurais e da sua crescente presença no interior profundo.

 

Independentemente da forma como no documentário se faz a abordagem a esta nova realidade, importa sobretudo reter o facto de se produzir um documentário que passa em horário nobre, sobre um tema pouco comum em televisão. Só tenho pena que os exemplos mostrados (muito superficialmente…) pareçam ter sido escolhidos pela marginalidade ou radicalismo de opções de vida. Não havia razão para isso. O regresso ao campo deixará a pouco e pouco de constituir um exotismo de gente bem instalada na vida, mas zangada consigo própria, para se transformar num espaço de partilha de gente que não tem conflitos com a vida. É uma questão de tempo. É uma questão de bom senso e de qualidade de vida – de opção e de futuro, portanto!

 

E nem toda a gente precisa de ser bonita, como a Claire, que optou por viver com o João em Benfeita, Arganil, reconstruindo uma casa no meio do nada, com as suas próprias mãos, deixando o frenesim de Londres onde viveu onze anos… É natural que estas coisas se mostrem assim, um pouco do tipo “amor e uma cabana”, mas convém conhecer melhor esta realidade…, já não a realidade de Aquilino, que na sua forma rude de dizer as coisas, escreveu que “o melhor do país cheira a estábulo”, mas pelo menos o seu enquadramento sociológico. Como diz a geógrafa Teresa Alves, consultora do programa, estas pessoas “valorizam o seu próprio tempo e modos de vida mais solidários e vão à procura de actividades em equilíbrio com a natureza. Também são pessoas que têm uma cultura de território e que buscam um lugar específico onde possam ser felizes”.

 

*Documentário de Paulo Silva Costa. RTP1, 15 de Maio, 21 horas.

 

Publicado por Fernando Delgado às 23:46
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Quarta-feira, 5 de Maio de 2010

As novas paisagens

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Serra de Estrela - Pedras Lavradas

(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; 1/500 s; f/10; 106 mm; ISO 400)

 

Publicado por Fernando Delgado às 23:47
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Quinta-feira, 1 de Abril de 2010

Outros olhares

 

(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm)

(1/400 s; f/9; 200 mm; ISO 400) (1/400 s; f/16; 33 mm; ISO 400)

Publicado por Fernando Delgado às 00:59
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Sábado, 20 de Março de 2010

Outros olhares

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Praia de Pedrógão

Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm (1/500 s; f/16; 106 mm; ISO 200)

 

Publicado por Fernando Delgado às 01:45
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Sábado, 24 de Outubro de 2009

Outros olhares

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Barragem Marechal Carmona. Idanha-a-Nova

Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm (1/500 s; f/14; 18 mm; ISO 400); (1/500 s; f/10; 162 mm; ISO 400)

 

Publicado por Fernando Delgado às 00:07
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Terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Odores de Outono

 

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Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm;

(1/60 s; f/5,6; 106 mm; ISO 400) (1/250 s; f/7,1; 200 mm; ISO 400) (1/250; f/7,1; 200 mm; ISO 400)
 
Não gosto de partilhar estas pequenas coisas, mas também me parece que cada vez mais existem pequenos mundos que se não forem partilhados acabam por se tornar exóticos... E não há nada de exótico na caça! É verdade que há muito tempo deixei de correr atrás das perdizes - hoje procuro-as, mas pouco me importa que os seus inúmeros segredos acabem por me enganar e me escapem. O gozo está na descoberta de outras coisas, incluíndo a própria geada matinal do Outono que pelos vistos o Miguel* nunca se apercebeu que existia. O segredo está nos pequenos detalhes de um cão que nos guia pelo labirinto infindável de uma procura que se torna em descoberta e que o (outro) Miguel exemplarmenete decreveu**. Não, não procuro um desporto, nem sequer um almoço diferente, mesmo que o gosto a perdiz com couve-lambarda*** ainda perdure. Não, a descoberta está nos odores da manhã, no nascer do sol por entre as nuvens, no despedir das folhas de carvalho, no bater agitado das asas desse perdigão sobrevivente de mil emboscadas, no silêncio que acompanha a morte... É, de algum modo, uma descoberta do que de primitivo há em nós...

 

«Dantes, aos primeiros sinais de Outono, eu entrava em depressão. Mais do que a chegada do Outono, o que me deprimia era o fim do Verão, pois que sempre fui devoto dessa verdade enunciada por Rilke: "só o Verão vale a pena".
(…)
Mas, há uns anos, tudo mudou. Alguns amigos começaram a levar-me à caça e eu descobri que, além do mar, também havia a terra, e depois do Verão havia o Outono: foi uma descoberta tardia, mas decisiva, como se tivesse descoberto uma quinta estação do ano e, mais do que isso, um novo pretexto para a felicidade.
(…)
Muito embora o campo não me fosse propriamente estranho, eu não sabia como eram os campos de caça. Não fazia ideia do mundo novo, primordial e deslumbrante, que iria encontrar. Não imaginava as manhãs de geada ou de orvalho suspenso nos arbustos e nos ramos das árvores, as manhãs de frio polar ou as de chuva e lama, onde nos enterramos até à alma e maldizemos a decisão de ter saído da cama - que logo depois bendizemos, assim que os primeiros raios de sol rompem as nuvens e o frio ou que a primeira peça de caça tomba no chão. Não imaginava as longas caminhadas por cabeços ou planícies, por leitos secos de rios ou através da água, o cheiro a esteva e a giesta, ou as longas emboscadas, atento a todos os ruídos, ao simples agitar de uma folha, adivinhando a presença próxima dos animais antes de os ver. As esperas silenciosas à beira de um riacho, molhando a cara na água cristalina, aproveitando para colher poejos ou beldroegas tardias, aproveitando para pensar na vida, no essencial, no que verdadeiramente importa. A sós, com os três maiores luxos que um homem pode ter: espaço, tempo e silêncio. Porque aqui não há multidões nem urbanizações turísticas, não há pressa nem vozearia de conversas inúteis.
[…]»
* Miguel Sousa Tavares in Outono e Elogio da Caça. Expresso, 09-10-2009.

 

«[...] Segue-se que estavam praticamente a sair de casa, quando um cheiro a perdigão lhe entrou em faca pelo nariz. Estacou ali mesmo, no meio da estrada, voltado para a ribanceira. Ainda se lembrava perfeitamente de ter ficado com a pata direita no ar, paralisada. Depois, a tirar de ventos, foi andando cautelosamente. Até que se encontrou a dois palmos do seu velho conhecido. Era um patriarca manhoso, de esporões em rosário pelas pernas acima, que há anos lhe moía a paciência. Três vezes - em três épocas sucessivas - o pusera a tiro para o patrão, sem valer de nada. O velhaco abria as asas, deixava o chumbo passar, e, sem ninguém mais a afligi-lo, ficava à larga, a criar unto. [...]»
** Miguel Torga, in Os Bichos. Edição do Autor.
 

*** Para os aprendizes, consultar, por exemplo, O Livro de Pantagruel, pág. 539, na edição do Circulo de Leitores.

 

 

Publicado por Fernando Delgado às 01:37
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Patilhar
Sábado, 10 de Outubro de 2009

Paisagens rurais

IMG_3730.jpg

IMG_3733.jpg

Modulação da paisagem numa exploração agro-pecuária e florestl na Meimoa, Penamacor

(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; 1/500 s; f/13; 125 mm; ISO 400)

(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; 1/400 s; f/14; 72 mm; ISO 400)

 

Publicado por Fernando Delgado às 00:17
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Patilhar
Terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Outros olhares

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... depois das chamas, ficaram pequenas ilhas, como esta... (Sortelha/Sabugal)

Publicado por Fernando Delgado às 22:48
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Patilhar
Sábado, 18 de Julho de 2009

Outros olhares

IMG_3123.jpg

(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; 1/250 s; f/7,1; 200 mm; ISO 400)

 

Publicado por Fernando Delgado às 00:13
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Patilhar
Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Outros olhares

IMG_2895.jpg

(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; 1/30 s; f/6,3; 200 mm; ISO 400)

 

Publicado por Fernando Delgado às 23:27
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Patilhar
Domingo, 7 de Junho de 2009

Outros olhares

IMG_3591.jpg

 Fragmentação de tonalidades no Campo Albicastrense

(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; 1/320s; f/9; 144 mm; ISO 100) 

 

Publicado por Fernando Delgado às 23:10
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Patilhar
Segunda-feira, 30 de Março de 2009

Outros olhares

IMG_3315.jpg

Parque Natural da Serra de S. Mamede

(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; 1/500s; f/13; 200 mm; ISO 250) 

Publicado por Fernando Delgado às 23:34
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Patilhar
Sábado, 28 de Março de 2009

Outros olhares

IMG_3287.jpg

Citus Ladanifer, L.

(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; 1/200s; f/7,1; 200 mm; ISO 400)

 

Publicado por Fernando Delgado às 23:05
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Patilhar
Sábado, 21 de Março de 2009

No meio do caminho

 «No meio do caminho

 

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra
 
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.»
 
 
Carlos Drummond de Andrade
Publicado por Fernando Delgado às 23:47
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Patilhar
Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

... do Tejo

IMG_3211.jpg

Tejo, junto ao Castelo de Almourol

(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; 1/320s; f/8; 200 mm; ISO 400)

 

Publicado por Fernando Delgado às 23:47
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Patilhar
Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Castelo Novo

IMG_3069.jpg

Neve em Castelo Novo

(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; 1/160s; f/8; 72 mm; ISO 400)

 

Publicado por Fernando Delgado às 00:29
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Patilhar
Domingo, 7 de Dezembro de 2008

Outono

IMG_3128.jpg

Serra da Gardunha vista da Marateca

(Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; 1/250s; f/8; 125 mm; ISO 400)

 

Publicado por Fernando Delgado às 19:21
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Patilhar
Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Outono

IMG_2996.jpg

Publicado por Fernando Delgado às 01:02
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