Quarta-feira, 16 de Agosto de 2017

A case of you

Esta interpretação da canção de Joni Mitchell é deliciosa... O "miudo" tem talento! 

 

«A case of you

Just before our love got lost you said
I am as constant as a northern star and I said,
Constantly in the darkness
Where's that at?
If you want me I'll be in the bar

On the back of a cartoon coaster
In the blue TV screen light
I drew a map of Canada
Oh Canada
With your face sketched on it twice

Oh you are in my blood like holy wine
You taste so bitter
And so sweet oh
I could drink a case of you darling and I would
Still be on my feet
Oh I would still be on my feet

Oh I am a lonely painter
I live in a box of paints
I'm frightened by the devil
And I'm drawn to those ones that ain't afraid
I remember that time that you told me, you said
"Love is touching souls"
Surely you touched mine 'cause
Part of you pours out of me
In these lines from time to time

Oh you are in my blood like holy wine
You taste so bitter
And so sweet oh
I could drink a case of you darling
Still I'd be on my feet
I would still be on my feet

I met a woman
She had a mouth like yours, she knew your life
She knew your devils and your deeds and she said
"Go to him
stay with him if you can
But be prepared to bleed"

Oh but you are in my blood you're my holy wine
You're so bitter
bitter and so sweet oh
I could drink a case of you darling
Still I'd be on my feet
I would still be on my feet
hmm»

 

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Patilhar
Sábado, 28 de Janeiro de 2017

A Gente Vai Continuar

O tempo em que as canções bastam...

 

«Todos nós pagamos por tudo o que usamos

o sistema é antigo e não poupa ninguém

somos todos escravos do que precisamos

reduz as necessidades se queres passar bem

que a dependência é uma besta

que dá cabo do desejo

e a liberdade é uma maluca

que sabe quanto vale um beijo»

 

«Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
o que lá vai já deu o que tinha a dar
quem ganhou, ganhou e usou-se disso
quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
e enquanto alguns fazem figura
outros sucumbem à batota
chega aonde tu quiseres
mas goza bem a tua rota

Enquanto houver estrada para andar
a gente vai continuar
enquanto houver estrada para andar
enquanto houver ventos e mar
a gente não vai parar
enquanto houver ventos e mar

Todos nós pagamos por tudo o que usamos
o sistema é antigo e não poupa ninguém
somos todos escravos do que precisamos
reduz as necessidades se queres passar bem
que a dependência é uma besta
que dá cabo do desejo
e a liberdade é uma maluca
que sabe quanto vale um beijo

Enquanto houver estrada para andar
a gente vai continuar...»

Jorge Palma - A gente vai continuar

 

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Patilhar
Domingo, 25 de Dezembro de 2016

Dylon

Para os que ainda não perceberam o Nobel de Dylon, aqui ficam 3 versões de uma das suas canções emblemáticas, com enquadramentos improváveis para um Nobel da literatura...  

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
Make you feel my love
 
«When the rain
Is blowing in your face
And the whole world
Is on your case
I could offer you
A warm embrace
To make you feel my love
 
When the evening shadows
And the stars appear
And there is no one there
To dry your tears
I could hold you
For a million years
To make you feel my love
 
I know you
Haven't made
Your mind up yet
But I would never
Do you wrong
I've known it
From the moment
That we met
No doubt in my mind

Where you belong
I'd go hungry
I'd go black and blue
I'd go crawling
Down the avenue
No, there's nothing
That I wouldn't do
To make you feel my love
 
The storms are raging
On the rolling sea
And on the highway of regret
Though winds of change
Are throwing wild and free
You ain't seen nothing
Like me yet
 
I could make you happy
Make your dreams come true
Nothing that I wouldn't do
Go to the ends
Of the Earth for you
To make you feel my love»
 
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Patilhar
Sábado, 28 de Maio de 2016

Carla Bley

... alguns minutos do jazz de C. Bley

 

 

 

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Patilhar
Segunda-feira, 25 de Abril de 2016

Abril

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

«Rios que vão dar ao mar/ Deixem meus olhos secar/ Águas das fontes calai/ Ó ribeiras chorai/ Que eu não volto a cantar»
(Todos sabíamos que o Zeca já não estava bem... Ouvimos as primeiras canções e..., pronto, ele conseguiu! Mas estes versos, da Balada de Outono, soaram-me um pouco a despedida... Foi nessa noite que percebi que nem sempre se vai a um concerto para simplesmente ouvir música - a celebração da vida também pode acontecer em lugares improváveis, como o Coliseu...)

 

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Patilhar
Segunda-feira, 4 de Abril de 2016

a força da canção ao vivo...

Mesmo para uma gravação pirata, é péssima, mas suficiente para sentir a força que só uma interpretação ao vivo pode revelar, da "velha" canção de Alain Oulman e Ary dos Santos. Vale a pena ouver esta versão de Alfama na voz inspirada de Carminho.

 

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Patilhar
Quarta-feira, 16 de Março de 2016

Avec les temps...

«Avec le temps...
Avec le temps va tout s'en va
On oublie le visage et l'on oublie la voix
Le coeur quand ça bat plus s'est pas la peine d'aller
Chercher plus loin faut laisser faire et c'est très bien»

 

Há mais de 30 anos (em 1982??, no Coliseu!...).

Lembro-me de alguém de cabelo branco em cima do palco, com um enorme vozeirão a protestar cantando... Aqui fica o vídeo Avec les temps, do album Amour Anarchie e a quase certeza de que "conheci" alguns poetas franceses (Rimbaud, Aragon,...) a partir das canções de Léo Ferré.

 A letra da canção, em português, é mais ou menos assim:

«Com o tempo
Com o tempo tudo parte
Esquecemos a cara e esquecemos a voz
Quando o coração já não bate já não vale a pena ir
Procurar mais longe é preciso deixar e é muito bom

Com o tempo
Com o tempo tudo parte
O outro que adorávamos que procurávamos à chuva
O outro que adivinhávamos na sombra de um olhar
Entre as palavras entre as linhas e no cansaço
De um sermão maquilhado que vai fazer a sua noite
Com o tempo tudo desvanece

Com o tempo
Com o tempo tudo parte
Mesmo as melhores recordações tens uma destas caras
No centro comercial confusão no limiar da morte
Sábado à noite quando a ternura se vai embora sozinha

Com o tempo
Com o tempo tudo parte
O outro em que acreditávamos por uma constipação por um nada
O outro a quem dávamos o vento e jóias
Por quem teríamos vendido a alma para alguns tostões
À frente de quem rastejávamos como rastejam os cães
Com o tempo tudo se resolve

Com o tempo
Com o tempo tudo parte
Esquecemos as paixões e esquecemos as vozes
Que nos diziam muito baixo as palavras das pobres pessoas
Não voltes muito tarde sobretudo não apanhes frio

Com o tempo
Com o tempo tudo parte
E sentimo-nos brancos com um cavalo cansado
E sentimo-nos gelados numa cama de ocasião
E sentimo-nos sós talvez mas tranquilos
E sentimo-nos roubados dos anos perdidos

Então verdadeiramente
Com o tempo já não amamos»

 

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Patilhar
Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2016

Jorge Palma

 

«Está na hora de ouvires o teu pai
Puxa para ti essa cadeira
Cada qual é que escolhe aonde vai
Hora-a-hora e durante a vida inteira

Podes ter uma luta que é só tua
Ou então ir e vir com as marés
Se perderes a direcção da lua
Olha a sombra que tens colada aos pés

Estou cansado, aceita o testemunho
Não tenho o teu caminho p'ra escrever
Tens que ser tu, com o teu próprio punho
E era isto que eu te queria dizer

Sou uma metade do que era
Com mais outro tanto de cidade
Vou-me embora que o coração não espera
À procura da mais velha metade»

Letra: João Monge; Música: João Gil.

 

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Patilhar
Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2015

Ana de amsterdam

Há neste Blog, de Ana Cássia Rebelo, que lamento só recentemente ter descoberto, qualquer coisa de inquietante que ainda não consegui descodificar. A escrita (e as escolhas que ela encerra ou insinua...) é apaziguadora em alguns textos, de completa rebeldia noutros e de um terno desconforto em quase todos - não há conversa lamecha nem adjectivos inúteis, mas apenas uma enorme fome de vida... Ou não?

Aqui ficam quatro exemplos, com viva recomendação de leitura de todo o Blog:

«Cerejeiras 

No festival literário da Gardunha conheci o Pedro Eiras. Também há coisas boas nos festivais literários. Levou para o festival a mulher e as filhas. É um homem gentil, usa t-shirts às risquinhas, fala pausadamente, sorri muito, às vezes, fecha os olhos enquanto conversa. Comprei na altura o seu romance sobre Bach. Ainda não o li, porém, desde então, sempre que escuto Bach, lembro-me do Pedro. No dia de Natal, sozinha, a caminho de casa do meu irmão, escutava no carro os Concertos de Brandenburgo. A música erudita é um bálsamo na minha vida, mas continuo a sentir-me uma intrusa quando a escuto. Perante tanta beleza, tão extraordinária e sublime beleza, eu, descrente, ateia convicta, quase acredito em Deus e acho que isso diz muito sobre as minhas contradições. Parada numa rua feia da Alta de Lisboa, os prédios de habitação social sujos de fuligem, paredes grafitadas, olhando os negros que fumavam à porta do café Milenuim, pré-disposta a agoniar-me com os risos dos meus sobrinhos e o borburinho distante das conversas sobre Inglaterra, lembrei-me da descida da serra da Gardunha: campos de cerejeiras carregadas de frutos, eu e o Pedro sentados no pequeno autocarro ao lado do condutor, em conversa animada; atrás, a Sandra, a sua mulher, morena silenciosa e muito bonita, as filhas observando a paisagem.»
 

«Kamikaze

O problema, como lhes costumo dizer, é deles, não meu. Não tenho compromissos, sou livre como uma borboletinha. Não traio ninguém. Três homens casados, mas muito diferentes. Conheço o Alexandre há dez anos, encontramo-nos em quartos de hotel quando nos apetece. Os nossos corpos conhecem-se de outras vidas, encaixamos perfeitamente, tocamo-nos como bichos, sem filtros, sem inibições. Ele sabe o que me dá prazer. Sei o que lhe dá prazer. Gosta, por exemplo, que lhe lamba os testículos. Nunca me fala da mulher ou dos filhos. A última vez que estivemos juntos explicou-me o que era uma didascália e, depois de me beijar as mamas, disse que eu era uma mulher-kamikaze. É o amante perfeito. Não trocamos mensagens, não falamos ao telefone, não nos encontramos para almoçar. O segundo amante, recente, novato, é muito diferente. Encontrei-o por acaso na fila do pão. Bonito e escultural, mas um pouco parvo. Empolga-se, diz que os meus olhos castanhos são lindos e que a minha boca tem a cor das framboesas maduras. Que tédio, que miserável tédio! Chama-se Miguel e acho que o vou deixar. Fala-me de amor, um amor aborrecido e previsível, mas depois, pobre coitado, partilha comigo histórias sobre a mulher e as duas filhas. Na semana passada, depois de me oferecer um livrinho de merda que naturalmente não lerei, disse que a mulher, empregada bancária, é a rocha que sustenta a sua vida. Não vou para a cama com um homem para o ouvir falar da sua mulher. O terceiro homem casado com quem me deito é o homem que amo. Um homem inteligente, bonito, o mais bonito do mundo, não há homem igual, mas pelo qual não tenho qualquer tipo de entusiasmo sexual. Deito-me com esse homem quando ele quer, sou dissimulada, detestável, finjo orgasmos, simplesmente porque preciso de senti-lo perto de mim.»

«Dois dedos de testa

Não quero ruído, nem gargalhadas, nem conversas lúbricas, nem convites para jantar em restaurantes onde se servem carnes maduras. Não quero amar e não quero ser amada. Isso não. Quero apenas a vulgaridade, mas a vulgaridade silenciosa, invisível, a que jamais se confessa, a vulgaridade das casas de banho-públicas, dos quartos de hotel e dos carros parados à beira-rio. E, como no poema, não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício e cair verticalmente no vício.»

«A Casa dos Budas Ditosos

Interrompo o silêncio para um desabafo: a cadeia de supermercados Auchan baniu das suas prateleiras A Casa dos Budas Ditososdo João Ubaldo Ribeiro. Dizem os senhores que por lá mandam que o livro é pornográfico. Gesto tacanho, de imbecilidade necessariamente viril. Tive os melhores orgasmos da minha vida a ler o dito livro. Trouxe-o a minha irmã Susana de Brasília. Li-o às escondidas, com o coração acelerado, quando a casa paterna repousava de todos os seus outros habitantes. À conta dessas prazenteiras tardes de verão tenho até uma fotografia do escritor colada na porta do frigorífico. Perguntam-me os meus filhos quem é este senhor de bigode que aqui está? Não lhes respondo. Eu sei porque ele lá está. É, pois, absurda a atitude dos senhores do grupo Auchan. Em vez de banirem o livro do João Ubaldo Ribeiro das suas castas prateleiras, deviam encará-lo como um trunfo promocional, oferecê-lo, por exemplo, a todas as mulheres que fizessem compras superiores a cinquenta euros. Os senhores do grupo Auchan talvez não saibam mas um bom orgasmo, secreto, inesperado, proibido, dá mais felicidade a uma mulher do que os trocos que poupa comprando iogurtes de marca branca ou fraldas por atacado.»
Publicado por Fernando Delgado às 22:53
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Patilhar
Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2015

Fado tropical

Estava uma luz tão bonita quando saí do trabalho pela sombra da ameixeira brava...

Anoitecia devagar!

 

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Patilhar
Domingo, 13 de Dezembro de 2015

Charlie Musselwhite

Para ouvir calmamente nestas noites frias...

 

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Patilhar
Domingo, 6 de Dezembro de 2015

B.B.King

The Thrill Is Gone, com os amigos...

 

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Patilhar
Segunda-feira, 30 de Março de 2015

To the end...

foto de alex timmermans.jpg

 

 

 (Foto de Alex Timmermans "To the end of nowhere....")

Ei-los que partem...

Ou fogem?

 

Publicado por Fernando Delgado às 02:41
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Patilhar
Segunda-feira, 7 de Abril de 2014

Velho chão...

Todos trocámos uma participação na batalha por um papel de protagonista numa cela, correndo pelo velho chão, com os mesmos velhos medos

 

...cometi a estupidez de tentar uma tradução...)

Wish you where here

So, so you think you can tell/ Então, achas que consegues distinguir
Heaven from hell/ O paraíso do inferno
Blue skies from pain/ Céus azuis da dor
Can you tell a green field/ Consegues distinguir um campo verde
From a cold steel rail?/ De um frio trilho de aço
A smile from a veil?/ Um sorriso de uma máscara
Do you think you can tell?/ Achas que consegues mesmo distinguir

Did they get you to trade/ Obrigaram-te a trocar
Your heroes for ghosts?/ Os teus heróis por fantasmas
Hot ashes for trees?/ Cinzas quentes por árvores
Hot air for a cool breeze?/ Ar quente por uma brisa fria
Cold comfort for change?/ O conforto gelado por mudança
Did you Exchange/ Tu trocaste
A walk on part in the war/ Uma participação na batalha
For a lead role in a cage?/ Por um papel de protagonista numa cela

How I wish/ Como eu queria
How I wish you were here/ Como eu queria que estivesses aqui
We're just two lost souls/ Somos apenas duas almas perdidas
Swimming in a fish bowl/ Nadando num aquário
Year after year/ Ano após ano
Running over the same old ground/ Correndo pelo mesmo velho chão
What have we found?/ E o que encontramos?
The same old fears/ Os mesmos velhos medos
Wish you were here/ Queria que estivesses aqui.

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Patilhar
Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014

Paco de Lucia

 

Não sou bom em música nem gosto de evocações, mas a notícia chegou sem aviso: o Paco morreu! Partiu, e agora imagino uma guitarra ali a um canto, muito quieta, não sei se mais triste, mas muito só.

Fico-me em silêncio, na solenidade da tua interpretação do concerto de Aranjuez, escutando os sons da guitarra com a mesma inquietação com que olho alguém que me acena do meio da multidão.

 

 

 

Publicado por Fernando Delgado às 00:02
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Patilhar
Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2013

Dylon

É bom ouvir esta canção de vez em quando... Não, é preciso ouvi-la muitas vezes, porque há que encontrar respostas simples!

How many roads must a man walk down
Before you call him a man ?
How many seas must a white dove sail
Before she sleeps in the sand ?
Yes, how many times must the cannon balls fly
Before they're forever banned ?


The answer my friend is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind.

Yes, how many years can a mountain exist
Before it's washed to the sea ?
Yes, how many years can some people exist
Before they're allowed to be free ?
Yes, how many times can a man turn his head
Pretending he just doesn't see ?


The answer my friend is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind.

Yes, how many times must a man look up
Before he can see the sky ?
Yes, how many ears must one man have
Before he can hear people cry ?
Yes, how many deaths will it take till he knows
That too many people have died ?


The answer my friend is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind. 

- Bob Dylon. Blowin in the wind -

 

Publicado por Fernando Delgado às 01:39
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Patilhar
Sexta-feira, 15 de Junho de 2012

10 junho

Lado A

Sei que o "dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas" já passou..., mas tanto me chamaram a atenção para o discurso de Sampaio da Nóvoa que fui procurá-lo e fiquei siderado. É de facto um exemplo de que, mesmo em cerimónias de circunstância, a qualidade acaba sempre por sobressair. Aqui fica um link para 15 minutos de conhecimento, de puro exercíco da palavra, de exemplar mestria de dosagem do seu conteúdo.

O discurso começa assim: "As palavras infelizmente não mudam a realidade, mas ajudam-nos a pensar, a conversar, a tomar consciência. E a consciência, essa sim, pode ajudar a mudar a realidade". A não perder!

 

 

Lado B

Confesso que há muito tempo que me apetece colocar aqui, nos "10 de Junho", um link para uma canção pouco conhecida de Rui Veloso. Tenho resistido, quer ao link, quer a qualquer outro comentário. Mas porque acho, como o Rui Veloso, que nunca vi pátria assim/pequena e com tantos peitos, aqui fica a valsinha das medalhas.

 

Publicado por Fernando Delgado às 00:04
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Patilhar
Segunda-feira, 15 de Agosto de 2011

The Times They Are A Changing

 

 

(graffiti num muro, já não sei bem onde... Canon EOS 400D; Sigma 18-200 mm; f/11; 1/250s; ISO 400; 24 mmm) 

«Come gather 'round people

Wherever you roam

And admit that the waters

Around you have grown

And accept it that soon

You'll be drenched to the bone.

If your time to you

Is worth savin'

Then you better start swimmin'

Or you'll sink like a stone

For the times they are a-changin'.

 

Come writers and critics

Who prophesize with your pen

And keep your eyes wide

The chance won't come again

And don't speak too soon

For the wheel's still in spin

And there's no tellin' who

That it's namin'.

For the loser now

Will be later to win

For the times they are a-changin'.

 

Come senators, congressmen

Please heed the call

Don't stand in the doorway

Don't block up the hall

For he that gets hurt

Will be he who has stalled

There's a battle outside

And it is ragin'.

It'll soon shake your windows

And rattle your walls

For the times they are a-changin'.

 

Come mothers and fathers

Throughout the land

And don't criticize

What you can't understand

Your sons and your daughters

Are beyond your command

Your old road is

Rapidly agin(g)'.

Please get out of the new one

If you can't lend your hand

For the times they are a-changin'.

 

The line it is drawn

The curse it is cast

The slow one now

Will later be fast

As the present now

Will later be past

The order is

Rapidly fadin'.

And the first one now

Will later be last

For the times they are a-changin’.»

 

The Times They Are A Changing. Bob Dylan.

Publicado por Fernando Delgado às 00:56
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Patilhar
Sexta-feira, 5 de Agosto de 2011

Garota de ipanema

(Das centenas de versões da Garota de Ipanema, esta é das que mais gosto, numa interpretação de Diana Kraal.

Mas não me tinha apercebido de como é lindo o poema integral da canção Garota de Ipanema. Parece que Vinicius e Jobim não gostaram dos versos iniciais, ou os seus instintos musicais levaram a este corte. Com toda a razão, como veio a demonstrar-se…Mas gosto do poema completo, com os versos iniciais, embora com várias versões, uma das quais reproduzo abaixo – ajudam a imaginar Jobim e Viniciusos na esplanada do bar de ipanema, onde bebiam uns copos, e de onde assistiam ao passar da garota, que até tinha nome, mas ficou de ipanema… Não é fácil encontrar a canção “completa” - este é um dos poucos vídeos.)

Vinha cansado de tudo

De tantos caminhos

Tão sem poesia

Tão sem passarinhos

Cansado da vida

Cansado do amor

Quando na tarde vazia

Perdida no espaço

Eu vi a menina

Que vinha num passo

Num doce balanço

A caminho do mar

Olha que coisa mais linda

(...) 

 

Publicado por Fernando Delgado às 02:21
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Patilhar
Sábado, 17 de Julho de 2010

Magia

Apesar de velhinho, este é o vídeo de coincidências felizes, de pequenas coisas que muito raramente acontecem: um mágico, Shawn Farquhar, um baralho de cartas e Shape of My Heart, de Sting. São 5 minutos para ouver, como diz o José Duarte, em silêncio, com o respeito devido a momentos mágicos...

 

Publicado por Fernando Delgado às 23:42
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Patilhar
Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

AMI

 

Detesto encontros de angariação fundos para qualquer grupo, para qualquer causa, para qualquer um dos infernos deste mundo. Na maior parte dos casos não passam de convívios de gente vaidosa, com interesses inconfessáveis, que se empanturra à custa de qualquer grupo de famintos. Depois do evento, lá regressam aos seus pequenos mundos (verdadeiramente nunca de lá saíram), aos seus afazeres e aos seus interesses quase sempre opostos àqueles que pretenderam ajudar. Não quero exagerar, mas não me comovem por aí além as manifestações de solidariedade com os desgraçados da sociedade... Apesar de tudo, prefiro a bofetada a oferecer a outra face…
Mas reconheço que neste mundo há gente diferente... O que mais me impressiona no Dr. Fernando Nobre (que estava a ouvir na televisão, a propósito do lançamento do livro Imagens Contra a Indiferença…), é a disponibilidade para os outros, quaisquer que eles sejam. Não sei se isto traduz a bondade de alguém, nem sei se da sua acção resulta a solução de qualquer conflito. Também não me parece que isso seja sequer importante: se entendo este homem espantoso, ele não quer resolver nenhum conflito, não quer ser a solução para nada. Quer limitar-se a ajudar pessoas, anónimas, de qualquer cor, em qualquer sítio do mundo, porque há muito que entendeu que apenas o ser humano enquanto indivíduo pode depender dele, o resto baloiça perigosamente entre uma miríade de interesses inconfessáveis.
É esta descoberta das suas limitações e a rigorosa actuação em conformidade com as mesmas, que me impressiona. Não há nenhuma utopia que supere este realismo. Não há nada de mais genuíno do que resistir há tentação do pedestal. Também por isso, a AMI é hoje, provavelmente, uma das poucas instituições de que Portugal se pode orgulhar. Não sei se Portugal faz muito por ela. Mas talvez seja melhor ser assim!...
 
(... e porque os velhos da minha geração quando falam destas coisas ainda sentem o leve perfume da utopia, porque não ouvir a velha canção de Geraldo Vandré Para não Dizer que não Falei de Flores, na voz de Simone, no YouTube...)

 

«Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição
De morrer pela pátria
E viver sem razão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontece»

- Geraldo Vandré -

 

Publicado por Fernando Delgado às 22:40
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Patilhar
Quinta-feira, 10 de Maio de 2007

Existindo

Vou por aí
muito lentamente
com um sorriso
para que não percebam
que não me apetece sorrir.
Como é difícil ser-se testemunha de si próprio!
 

 

Publicado por Fernando Delgado às 02:49
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Patilhar
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