Domingo, 13 de Abril de 2014

Cinco actos de uma tragédia portuguesa

1º acto:

«No Portugal não democrático, no Portugal pré-União Europeia e pré-Comunidade Europeia havia ensino de excelência apesar do regime político em que se vivia e isso era possível porque numa escola era desejável reforçar a própria cultura de excelência da escola. Não estou seguro que aconteça hoje o mesmo em muitas escolas portuguesas e europeias».

Durão Barroso, ainda presidente da CE, na cerimónia de entrega do donativo do prémio europeu Carlos V à CAIS e à Escola Secundária de Camões.

 

2º acto:

«Isso não existe! O convite para vir ao parlamento existe! Isso não existe! [… mas eles querem falar no 25 de Abril?!...] Isso é um problema deles!»

Assunção Esteves, à entrada ou à saída (entre a porta…) de qualquer sala do parlamento sobre a questão dos capitães quererem falar na cerimónia do 25 de Abril.

 

3º acto:

«…o meu vencimento traduz o meu valor de mercado! Não me lembro quanto é a minha reforma!»

Eduardo Catroga sobre o seu vencimento mensal de 35 mil euros, na EDP, e sobre a reforma que aufere de cerca de 9 mil euros.

 

4º acto:

«[…] terão de ser identificadas poupanças ao nível da máquina do Estado que honrem esses compromissos. Não é um trabalho que se faça de um dia para o outro, mas é um trabalho que será apresentado ao país muito proximamente e creio que, sinceramente, não há nenhuma razão para estar a criar um bicho-de-sete-cabeças à volta desses cortes que o Estado vai ter de fazer para o próximo ano».

Passos Coelho referindo-se à meta de défice de 2,5% em 2015

 

5º acto:

«Roma locuta, causa finita»

Leite Martins, Sec. Estado Adm. Pública, citando Santo Agostinho (“Roma falou, a questão está decidida”) no parlamento depois de um briefing “off” com jornalistas que se tornou notícia (hipótese de substituir a CES por um sistema que faça depender a evolução das pensões de indicadores económicos e demográficos).

 

(... mediocridade, ganância, ambição sem excrúpulos e cinismo! Estes são os atributos necessários a um curriculum de poder. Que se fodam!)

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Publicado por Fernando Delgado às 00:59
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