Sábado, 7 de Novembro de 2009

Hortas urbanas

(É também nestas pequenas coisas, quase simbólicas, que o poder autárquico pode começar a garantir o salto qualitativo que lhes permita sair do betão e do asfalto e olhar um pouco à sua volta … Faço figas para que esta notícia interessante se torne numa realidade boa! Quando for a Ponte de Lima vou querer ver estas hortas…)

 
«Câmara de Ponte de Lima dá lotes de terreno para criação de hortas urbanas
A Câmara de Ponte de Lima criou o projecto “Hortas Urbanas”, distribuindo, pelos munícipes interessados, lotes de terreno para cultivo agrícola, informou hoje fonte autárquica. “As pessoas que têm o gosto pela terra mas que não dispõem de um terreno para cultivar passam, a partir de agora, a dispor de um espaço para a sua própria horta”, conta Gonçalo Rodrigues, responsável pelo projecto.
Na Veiga do Crasto, mesmo às portas da sede do concelho, foi vedada uma área expressamente para a implantação das “Hortas Urbanas”, que, nesta primeira fase, disponibiliza 36 lotes, cada qual com uma área entre 40 a 45 metros quadrados.
O projecto já recebeu oito candidaturas, a quem vão ser atribuídos os respectivos lotes, no próximo sábado. Entre os primeiros candidatos, “há de tudo”, desde um arquitecto a uma mulher que vivia no campo e que entretanto se transferiu para o núcleo urbano, sendo também muitos variáveis as idades, com gente jovem e outra já a entrar na terceira idade. “O denominador comum a todos é o gosto pela terra”, frisou Gonçalo Rodrigues.
Naquelas hortas poderá cultivar-se todo o género de produtos hortícolas, bem como flores. Além do lote de terreno, o Município disponibiliza também um ponto de água destinada à rega das culturas, um abrigo comum para armazenamento dos utensílios agrícolas e um espaço comum para compostagem ou colocação de estrumes. Fornece ainda informação sobre os modos de produção e práticas culturais ambientalmente correctas e um livro que permitirá a comunicação entre os participantes e o Município de Ponte de Lima.
“A ideia é apelar às boas práticas agrícolas, no âmbito da agricultura biológica”, explicou Gonçalo Rodrigues. Proporcionar um espaço de ocupação dos tempos livres a todos os que participem no projecto e concorrer para a manutenção das actividades humanas e, consequentemente, para o uso e ocupação do solo da Veiga de Crasto são outros objectivos do projecto. No futuro, a área disponibilizada pode ser ampliada, caso a procura o justifique.»
No Público, de hoje.
Publicado por Fernando Delgado às 01:09
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