Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

Van Gogh

(Segundo o Público, a história da orelha de Van Gogh é ligeiramente diferente daquilo que sempre se conheceu… Mas não é verdade, porque o essencial continua lá: que importa a automutilação ou a mutilação, mesmo que por outro pintor, se continua a haver uma Raquel no centro do acto? Camões escreveu que o amor “É querer estar preso por vontade;/É servir a quem vence, o vencedor;/É ter com quem nos mata lealdade”. O segredo está na capacidade de entender os poetas, os pintores…, pela simples razão de que assim se vive melhor este mundo… )

  

 

 
«(…)
A história como a conhecemos: Arles, França, manhã de 24 de Dezembro de 1888 - a polícia local, alertada por vizinhos, vai buscar a casa e conduz ao hospital um homem de rosto ensanguentado que, a meio de uma crise psicótica, teria agarrado numa navalha e cortado a orelha esquerda (a direita nas suas telas), embrulhando-a numa folha de jornal e deslocando-se depois a um bordel perto de casa para a oferecer a uma prostituta. O homem: o pintor Vincent van Gogh, em espiral descendente depois de uma discussão com o também pintor Paul Gauguin.
(…)
A nova verdade sobre a orelha de Van Gogh: segundo os dois investigadores de Hamburgo, a discussão teria na verdade sobretudo a ver com a prostituta, Raquel. A dada altura, à porta do bordel, Gauguin, já na véspera ameaçado por Van Gogh, teria desembainhado a espada para se defender, acabando por cortar a orelha ao amigo.
(…)
Defendem a tese, mas não sem o enquadramento de cinismo dos que se riem já da mestria de Gauguin no manejamento da espada ao ponto de conseguir cortar os dois centímetros de um lóbulo de orelha sem ferir o rosto nem o pescoço da sua vítima.
(…)»
 
Público. Edição de 6 Maio 2009.
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Publicado por Fernando Delgado às 00:28
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