Domingo, 20 de Janeiro de 2008

Eco

“(…)
 
É comum que se use o silêncio para confrontar o tempo.
Na música acorda o sentido da nota seguinte.
Na batalha antecipa a violência da morte.
No amor afina a atenção para o odor dos corpos.
No pensamento abre uma brecha para a divagação.
 
O silêncio é uma indisciplina.
Carrega o peso ingrato do desafio.
Muito mais do que o grito irado.
Muito mais do que o insulto ou a promessa.
Mais ainda que a ignorância militante.
 
De vez em quando é necessário um tempo de silêncio.
Uma pausa, um salto, uma falta, um soluço, uma distracção.
Do intervalo regular das rotinas sai um momento de inquietude.
Nas bermas do caminho o reflexo de passos.
No céu os riscos brancos.
 
(…)”
Excerto de ECO, no Sísifo
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Publicado por Fernando Delgado às 23:23
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