Quinta-feira, 21 de Junho de 2007

Pequenos mundos

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Os dois velhotes dirigem-se a um destino bem preciso - eles vêm de algum lado e o caminho, tal como num rio, apenas traduz as margens de um rumo... O aparente caminhar para o fim está apenas na nossa cabeça..., mesmo que a realidade nos diga que é assim. Não há nos inícios e fins de qualquer coisa nada de dramático, apenas a demonstração de que "o mundo é composto de mudança", tão só a certeza de que o futuro precisa destes fins , unicamente a esperança de que os inícios (os novos inícios) não rejeitem todos os outros.

A prova de que isto é assim, está nas casas sem telhado, não porque caíram de velhos ou porque o fogo os consumiu, mas apenas porque estas casas precisaram de libertar o que no seu conteúdo já não fazia sentido estar aprisionado... São bonitas assim, abertas ao céu, como as mãos estendidas a outras mãos...  

(A compaixão é um sentimento inútil, ridículo e hipócrita..., é preciso imaginar estes pequenos mundos como os mais belos mundos do mundo!)

 

Publicado por Fernando Delgado às 21:47
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