Domingo, 19 de Novembro de 2006

Ocaso

“(…)
Já não gela o topo da montanha.
As estações onde antes parávamos para beber já são secas, ausentes, desabitadas.
Todos os regatos confluem para um lugar apenas onde se afogam prazeres simples e banais.
Fora eu eterno e o incómodo me mataria.
Mas assim vou esperando que a intenção casual que colocou na terra a vida, siga o seu curso de indiferença perante a indiferença que se olha a si mesma com desdém.
A montanha não teme diluir-se no nada.”
 
Extracto do poema Ocaso, no Sísifo
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Publicado por Fernando Delgado às 00:32
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