Sábado, 15 de Janeiro de 2005

Outros Olhares

 

(Rio Ocreza, Foz do Cobrão)
O que permanece daquele olhar longo e doce não é um rosto, mas um gesto que há-de vir das mãos abertas ao poente... Entre a memória, que já é passado, e o amanhã, que ainda não é coisa nenhuma, prefiro sempre este vazio prenhe em que hei-de encontrar novos gestos, novos olhares, novos rostos!... Sei que nesse vazio existe sempre um rio, pedras nuas, redondas, languidamente abraçadas a redemoinhos de água, sob um céu muito ténue de espuma que incessantemente se faz e desfaz, sem dar origem a nada... Sei que algumas pedras guardam mensagens e por isso são rugosas, agrestes, vincadas, com arestas. Nelas nascem plantas que o vento semeou, à espera do dia em que as águas rumorosas do rio lhes afaguem a memória... Até amanhã!...
Publicado por Fernando Delgado às 02:26
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