Terça-feira, 24 de Maio de 2005

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Não é nada de preocupante, mas há uns dias que trago na cabeça a imagem de alguém que se julga grande porque ainda não percebeu que o seu olhar egoísta inclui também o pedestal. Por isso, talvez por isso, um tropismo consciente impele-me para outros sítios, mais banais, mais afastados deste labirinto de palavras... Um desses sítios levou-me à "Dois" e a uma conversa de António Barreto no Clube dos Jornalistas. E tinha que regressar aqui, ao labirinto, nem que seja para dizer como é bom ouvir alguém lúcido, simples, sem a arrogância de alguns "génios"; nem que seja para dizer que faz bem ao ego (ao meu pelo menos), observar, e sentir, e perceber como o pensamento às vezes parece um produto da mera distracção da inteligência: sem exibicionismos, sem imposição, sem dogmas. Apesar de tudo (este "tudo" asfixiaria qualquer balança...), é reconfortante sentir que a vida é sobretudo um caminho de liberdade, sem pedestais feitos à medida, sussurrados em qualquer esquina, inutilmente embrulhados numa promiscuidade de interesses... Que se lixem!
Publicado por Fernando Delgado às 01:27
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